| Pesquisadora japonesa visita Imbuia para analisar recuperação de matas ciliares |
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A visita a Imbuia foi recomendada pela equipe técnica do Comitê do Itajaí. A participação da JICA neste processo de acompanhamento se deve à elaboração de um novo plano diretor de prevenção de desastres naturais para a bacia do Itajaí, num prazo de 18 meses (março de 2010 a setembro de 2011), com base nos princípios do Plano Integrado de Preservação e Mitigação de Riscos de Desastres Naturais da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí – PPRD – Itajaí. A elaboração desse plano está previsto no acordo de cooperação técnica assinado em 2009 entre a JICA e o Governo Estadual. Neste acordo, cabe ao Comitê do Itajaí a tarefa de realizar audiências públicas sobre o novo Projeto JICA, o que exigirá acompanhar de perto o seu desenvolvimento. Em Imbuia a pesquisadora Yukiko Watanabe foi recebida pelo Secretário de Agricultura, Indústria, Comércio e Meio Ambiente Vilson Steinheuser e pela ecóloga Dulciani Terezinha Allein Schlickmann, que lhe explicou todo o processo, desde a elaboração dos projetos de recuperação de matas ciliares até o acompanhamento final após o plantio das mudas pelos proprietários ou responsáveis. Durante a visita, três propriedades foram visitadas: Área A – Propriedade da família de Mario Schwarz; Área B – Propriedade da família de Petronilia da Silva Laurindo, ambas na localidade de Águas Cristalinas (manancial de abastecimento); e Área C – Propriedade da família de Edemar Raitz e Maria Franz Firmino, na Rua João Raitz, centro de Imbuia. Propriedades visitadas A primeira propriedade, da família de Mario Schwarz, com pouco menos de 10 hectares, teve sua recuperação iniciada em 2004, numa parceria entre a Prefeitura Municipal de Imbuia e a Prefeitura Municipal de Atalanta, através da ONG APREMAVI. Outras duas propriedades receberam mudas nesta parceria, que ocorreu em função da criação do Parque Mata Atlântica, em Atalanta, cujo projeto previa repasse de mudas nativas a municípios vizinhos que demonstrassem interesse. Num segundo momento, a família ampliou a área de recuperação, através do Projeto Piava, o que ocorreu em 2007. Atualmente a área de recuperação atinge cerca de 0,5 hectare e encontra-se em ótimo desenvolvimento. O agricultor Mario relatou a importância do trabalho desenvolvido e garante que vale a pena todo o esforço realizado, afinal, hoje tem água para o consumo da propriedade. Mário não se arrepende de ter substituído parte da área que plantava fumo para plantar mudas nativas e “produzir água”. A segunda propriedade, da família de Petronilia da Silva Laurindo, com 29 hectares, foi um dos primeiros projetos elaborados em Imbuia no início da execução do Projeto Piava, em 2005, sendo que o primeiro plantio de mudas nativas ocorreu entre janeiro e fevereiro de 2006. Tratava-se de área de pastagem com criação de gado. Como o solo era compactado e ano de 2006 passou por grande período de estiagem, a garantia de isolamento da área com cercas de arame farpado e a proximidade com outros remanescentes florestais em muito contribuíram para a garantia de recuperação da área. Atualmente a recuperação ultrapassa dois hectares de área, sendo que há recuperação por plantio de mudas, enriquecimento florestal e recuperação natural. A terceira e última propriedade visitada, da família de Edemar Raitz e Maria Franz Firmino, com 1.400 metros quadrados, é outro grande exemplo de que havendo força de vontade e comprometimento com a questão ambiental, até o que parece impossível se torna possível. A área em recuperação não atinge mais que 240 metros quadrados, mas faz brilhar os olhos de quem acompanha o desenvolvimento das mudas, o que é notório a cada dia. Trata-se de uma área que era utilizada como estacionamento de veículos por cerca de 20 anos ou mais e situa-se às margens do Arroio Imbuia. O solo era por demais compactado e o proprietário dedicou-se a escavar covas que mais pareciam buracos para o fundamento de uma casa. O solo cru retirado foi substituído por terra frouxa enriquecida por composto orgânico. As mudas foram plantadas em maio de 2006, e não faltou água para irrigá-las naquele longo período de estiagem. O resultado é visível: um pequeno bosque em pleno centro da cidade. Durante a visita a pesquisadora Yukiko se mostrou atenta a todos os detalhes e resultados alcançados com relação aos projetos visitados. Surpreendeu-se com a diversidade de mudas plantadas e com os resultados alcançados em tão pouco tempo. A ecóloga Dulciani afirmou que este reconhecimento por parte do Comitê do Itajaí e do Projeto JICA vem a fortalecer a necessidade de continuidade das atividades de recuperação no município, que tem uma grande missão pela frente: recuperar cerca de 60 hectares de áreas de preservação permanente durante a execução do Projeto “Água: recompondo áreas verdes, garantindo sustentabilidade socioambiental”, numa parceria com o Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA.
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A especialista em ambiente natural do Projeto JICA (Agência Japonesa de Cooperação Internacional), Yukiko Watanabe, esteve em Imbuia para conhecer o processo de recuperação de matas ciliares desenvolvido antes e durante a realização do Projeto Piava, numa parceria entre a Fundação Agência de Água do Vale do Itajaí e o município de Imbuia.


