| Técnicos de Blumenau e da JICA definem cooperação |
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| Seg, 16 de Novembro de 2009 08:31 |
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Técnicos da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) e diretores de geologia da Prefeitura de Blumenau reúnem-se nesta segunda-feira, dia 16, em Blumenau, para a definição das áreas de encostas em que a agência poderá participar nas obras de prevenção. Depois o grupo visita os locais. Também participarão do encontro representantes do Grupo Técnico Científico (GTC), responsável pela elaboração do Plano Integrado de Prevenção e Mitigação de Desastres da Bacia Hidrográfica do Itajaí (PPRD-Itajaí). O encontro será na prefeitura, às 15h. Terça-feira, os técnicos, acompanhados de representantes da equipe do Projeto Piava, vão conhecer áreas desprotegidas e o processo de recuperação de margens de rios e ribeirões. Os representantes da agência japonesa terão novo encontro na quarta-feira, para conhecerem o sistema de monitoramento de cheias e de deslizamento de encostas. Além de Blumenau, a comitiva visita locais afetados pelas chuvas em Ilhota, Luis Alves e Gaspar. Na semana passada as visitas foram aos municípios de Taió, Ituporanga, José Boiteux, Rio dos Cedros, Agronômica, Pouso Redondo, Mirim Doce, Benedito Novo e Timbó. PPRD-Itajaí No dia 5 de novembro os técnicos da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) assinaram um acordo de cooperação técnica com o governo estadual para a elaboração de um plano diretor que definirá as obras de prevenção de desastre naturais em Santa Catarina, em especial no vale do Itajaí. A assinatura se deu depois de mais de uma semana de reuniões de trabalho e visitas aos municípios do vale do Itajaí atingidos pelo desastre de novembro de 2008, Na primeira vez em que estiveram no Estado, em 1986, com o propósito de financiar obras de contenção de cheias, os técnicos japoneses não contaram com um documento para nortear os investimentos e que apresentasse as peculiaridades da região. Agora, a agência japonesa leva consigo o Plano Integrado de Prevenção e Mitigação de Desastres da Bacia Hidrográfica do Itajaí (PPRD-Itajaí), concluído no dia 22 de setembro e que servirá de base para outras regiões hidrográficas catarinenses. O termo de cooperação foi assinado pelo governador Luiz Henrique da Silveira e pelo chefe da missão japonesa, Nagata Kenji, e foi acompanhada de perto pelo presidente do Comitê do Itajaí, Tercílio Bonessi, e pela deputada Ana Paula de Souza Lima, também membro do Comitê, representante da Assembléia Legislativa. Testemunharam a assinatura diversas autoridades estaduais e municipais, entre elas o vice-governador Leonel Pavan, os prefeitos de Blumenau, João Paulo Kleinubing, e de Rio do Sul, Nilton Hobbus e secretários de Estado. Participaram também membros do Grupo Técnico Científico (GTC), responsável pela elaboração do PPRD e da Defesa Civil. Para o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), professor Antonio Diomário de Queiroz, coordenador do GTC, o Plano Integrado de Prevenção e Mitigação de Desastres foi a peça fundamental para o desfecho positivo nesta cooperação técnica entre o Estado e a JICA. "O plano conseguiu dar um direcionamento estratégico, uma visão de longo prazo para solucionar os problemas, estabelecendo com clareza as diretrizes, princípios, políticas, prioridades, afirmando o conceito de um plano integrado, em que haja o envolvimento de todas as regiões", disse. Diomário salientou que o trabalho do Grupo Técnico Científico tem contado com o apoio do setor acadêmico através das universidades, do setor privado e da área governamental, e ressaltou a importância de se viabilizar uma estrutura para os estudos técnicos a serem elaborados para a realização do plano. "É necessário garantir à bacia do Itajaí a autonomia para liderar localmente os programas que ali vão ser realizados, assegurando o apoio do Governo do Estado e dos poderes constituídos". Queiroz disse ainda que a solução que está sendo proposta para o Vale do Itajaí é considerada referência para as demais bacias hidrográficas do Estado. O líder da comitiva japonesa, Nagata Kenji, também destacou a importância do plano de contenção de desastres para a elaboração de um plano diretor. Fez questão de dizer que os técnicos da JICA pensavam ser possível concretizar o mesmo plano de 20 anos atrás, porém foi muito importante conhecer os anseios da população e os fatores ambientais a serem considerados em um plano de prevenção de cheias. "O mundo mudou e aumentou a conscientização ambiental para elaborar um plano de prevenção", disse ele, que no seu discurso manifestou condolências aos mortos no desastre de novembro de 2008. Nagata afirmou que todo o estudo para a elaboração de um plano de prevenção tem como meta tornar o Estado de Santa Catarina, e especialmente a região do vale do Itajaí, um local mais seguro no que se refere aos desastres naturais. O governador Luiz Henrique disse que as catástrofes repetidas na região do Vale do Itajaí "nos desafiam a encontrar uma forma de preveni-las e evitá-las". Luiz Henrique acredita que os resultados do trabalho dos técnicos, tecnólogos, cientistas e engenheiros, além de especialistas de diversas áreas que integram o Grupo Técnico Científico, somados à parceria com a JICA, vão contribuir para "num futuro muito breve encontrarmos um caminho e darmos início as obras de prevenção".
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