| Plano de prevenção de desastres da bacia será base para projetos da JICA |
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| Sex, 06 de Novembro de 2009 14:24 |
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Depois de mais uma semana de reunião de trabalho e visitas aos municípios do vale do Itajaí atingidos pelo desastre de novembro de 2008, os técnicos da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) assinaram, na última quinta-feira, 5, um acordo de cooperação técnica com o governo estadual para a elaboração de um plano diretor que definirá as obras de prevenção de desastre naturais em Santa Catarina, em especial no vale do Itajaí. Na primeira vez em que estiveram no Estado, em 1986, com o propósito de financiar obras de contenção de cheias, os técnicos japoneses não contaram com um documento para nortear os investimentos e que apresentasse as peculiaridades da região. Agora, a agência japonesa deixou o Estado levando consigo o Plano Integrado de Prevenção e Mitigação de Desastres da Bacia Hidrográfica do Itajaí (PPRD-Itajaí), concluído há pouco mais de um mês e que servirá de base para outras regiões hidrográficas catarinenses. O termo de cooperação foi assinado pelo governador Luiz Henrique da Silveira e pelo chefe da missão japonesa, Nagata Kenji, e foi acompanhada de perto pelo presidente do Comitê do Itajaí, Tercílio Bonessi, e pela deputada Ana Paula de Souza Lima, também membro do Comitê, representante da Assembléia Legislativa , que formaram a mesa de autoridades. A cerimônia contou ainda com a presença de diversas autoridades estaduais e municipais, entre elas o vice-governador Leonel Pavan, os prefeitos de Blumenau, João Paulo Kleinubing, e de Rio do Sul, Nilton Hobbus e secretários de Estado. Participaram também membros do Grupo Técnico Científico (GTC), responsável pela elaboração do PPRD e da Defesa Civil. Para o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), professor Antonio Diomário de Queiroz, coordenador do GTC, o Plano Integrado de Prevenção e Mitigação de Desastres foi a peça fundamental para o desfecho positivo nesta cooperação técnica entre o Estado e a JICA. "O plano conseguiu dar um direcionamento estratégico, uma visão de longo prazo para solucionar os problemas, estabelecendo com clareza as diretrizes, princípios, políticas, prioridades, afirmando o conceito de um plano integrado, em que haja o envolvimento de todas as regiões", disse. Diomário salientou que o trabalho do Grupo Técnico Científico tem contado com o apoio do setor acadêmico através das universidades, do setor privado e da área governamental, e ressaltou a importância de se viabilizar uma estrutura para os estudos técnicos a serem elaborados para a realização do plano. "É necessário garantir à bacia do Itajaí a autonomia para liderar localmente os programas que ali vão ser realizados, assegurando o apoio do Governo do Estado e dos poderes constituídos". Queiroz disse ainda que a solução que está sendo proposta para o Vale do Itajaí é considerada referência para as demais bacias hidrográficas do Estado. O líder da comitiva japonesa, Nagata Kenji, também destacou a importância do plano de contenção de desastres para a elaboração de um plano diretor. Fez questão de dizer que os técnicos da JICA pensavam ser possível concretizar o mesmo plano de 20 anos atrás, porém foi muito importante conhecer os anseios da população e os fatores ambientais a serem considerados em um plano de prevenção de cheias. "O mundo mudou e aumentou a conscientização ambiental para elaborar um plano de prevenção", disse ele, que no seu discurso manifestou condolências aos mortos no desastre de novembro de 2008. Nagata afirmou que todo o estudo e desenvolvimento para a elaboração de um plano de prevenção tem como meta tornar o Estado de Santa Catarina, e especialmente a região do vale do Itajaí, um local mais seguro no que se refere aos desastres naturais. O governador Luiz Henrique disse que as catástrofes repetidas na região do Vale do Itajaí "nos desafiam a encontrar uma forma de preveni-las e evitá-las". Luiz Henrique acredita que os resultados do trabalho dos técnicos, tecnólogos, cientistas e engenheiros, além de especialistas de diversas áreas que integram o Grupo Técnico Científico, somados à parceria com a JICA, vão contribuir para "num futuro muito breve encontrarmos um caminho e darmos início as obras de prevenção".
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